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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tinian North Field: a maior base aérea da Segunda Guerra Mundial

Em Tinian, nas Ilhas Marianas, no Oceano Pacífico, existem ainda hoje alguns vestígios do que foi, um dia, a maior e mais movimentada base aérea construída na Segunda Guerra Mundial, o North Field.
North Field teve sua construção iniciada pelos japoneses que ocupavam a ilha até meados de 1944, e foi denominado Ushi Point Airfield. Era uma base de aviões de caça, com uma única pista de 1.335 metros de comprimento.

Em 1944, as ilhas Marianas, em especial Guan, Saipan e Tinian, tornaram-se locais altamente estratégicos, pois seriam bases ideais para se lançar ataques diretos ao Japão metropolitano. A batalha pela conquista de Tinian durou apenas poucos dias, entre 24 de julho e 1º de agosto de 1944. A campanha de Tinian foi uma das operações anfíbias mais bem sucedidas da Segunda Guerra Mundial, em contraste com as custosas campanhas de Guan e Saipan.

Por essa época, os americanos estavam engajados em uma campanha de bombardeio do Japão, utilizando aeronaves Boeing B-29, então o mais poderoso bombardeiro em uso no mundo inteiro. Os B-29 eram aeronaves de longo alcance, pressurizadas, capazes de conduzir pesados bombardeios estratégicos que, assim supunham os generais, seriam capazes de colocar o Japão de joelhos e terminar a guerra sem que houvesse necessidade de invadir as principais ilhas japonesas.
Infelizmente, os bombardeios conduzidos pelos B-29, a partir de bases na China, não surtiram os efeitos esperados. Eram missões altamente ineficientes e perigosas, realizadas no limite de alcance dos B-29, que não podiam levar a carga ideal de bombas para as missões.

Com a conquista das Ilhas Marianas, os americanos tinham disponíveis bases em potencial muito mais próximas do Japão. A construção de bases de B-29 em Guan, Saipan e Tinian começou imediatamente, e antes ainda de ficarem prontas, os B-29 foram transferidos para lá. Desde abril de 1944, os Estados Unidos formaram a 20ª Força Aérea especificamente para conduzir as missões de bombardeio estratégico contra o Japão, utilizando os B-29.

O North Field foi expandido rapidamente, a partir do campo de pouso japonês, para uma base de 3 pistas pavimentadas e paralelas de 2.438 metros, capacitadas a operar os pesados B-29 praticamente sem restrições. Em maio de 1945, uma quarta pista foi concluída. O North Field de Tinian tornou-se, de longe, o maior aeroporto operacional do mundo. Os trabalhos de construção exigiram a movimentação de quase um milhão de metros cúbicos de terra e de corais, mas mesmo assim a construção foi feita em um tempo recorde.
North Field tornou-se base do 21º Comando de Bombardeiros, 313ª Ala de Bombardeiros, constituída com as seguintes unidades: 6º Grupo (identificada com um "R" dentro de um círculo pintado nas caudas dos B-29), 9º Grupo (um "X" dentro de um círculo), 504º Grupo (um "E" dentro de um círculo) e 505º (um "W" dentro de um círculo) Grupo de Bombardeiros. Essas unidades, que foram ativadas em dezembro de 1944, realizaram missões inicialmente sobre Iwo Jima e posteriormente sobre o território do Japão metropolitano.
As pistas de North Field eram denominadas "A", "B", "C" e "D", de Norte para Sul, e todas eram orientadas no sentido Leste-Oeste.

Em julho de 1945, uma nova unidade aérea, o 509º Composite Group, chegou à North Field. Embora fosse formalmente vinculado à 313ª Ala de Bombardeiros, o 509º estava sob comando direto do Quartel-General da 20ª Força Aérea. O 509º desde cedo ficou cercado por uma aura de segredo e mistério. 

Suas aeronaves não tinham a configuração convencional das demais aeronaves da 313ª Ala, pois eram equipadas para levar pesadas bombas solitárias do tipo "arrasa-quarteirão", ao invés do grande número de bombas incendiárias de napalm carregado pela maioria dos B-29. O 509º utilizou principalmente a pista "A", situada no extremo norte do campo.
A verdadeira missão dos 15 B-29 do 509º Composite Group somente ficou esclarecida depois que duas de suas aeronaves, o "Enola Gay", comandado por Paul Tibbets Jr, e o Bock's Car", comandado por Charles Sweeney, lançaram duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, respectivamente em 6 e 9 de agosto de 1945.

Para evitar que um acidente na decolagem, comum àquela época, pudesse provocar uma explosão atômica que destruísse North Field, as bombas destinadas a Hiroshima e Nagasaki foram armadas durante o voo, a uma distância segura de Tinian.

Depois dos bombardeios atômicos, o Japão logo pediu rendição. O tratado de paz entre o Japão e os Estados Unidos foi assinado a bordo do encouraçado Missouri, ancorado na Baía de Tóquio, em 2 de setembro de 1945.

Logo após o fim da guerra, as unidades da 313ª Ala foram desativadas e as aeronaves voltaram aos Estados Unidos. O 509º Composite Group foi destacado da 313ª Ala e transferido para a base de Roswell, Novo México. A última unidade a evacuar North Field foi o 505º Grupo, em 30 de junho de 1946. North Field foi desativado formalmente em 30 de março de 1947, e desde então abandonado completamente.
Diversas carcaças de B-29 acidentados ou com danos de combate, que não puderam voar de volta aos Estados Unidos, lá permaneceram, mas foram desmanchadas e transformadas em sucata durante os anos 50. As construções foram demolidas, mas as pistas, já bastante degradadas, continuam lá, como uma lembrança do final da Segunda Guerra Mundial. 

Viraram apenas uma simples atração turística para visitantes da ilha. A vala de onde foram carregadas as bombas atômicas para os bombardeiros foi preservada e continua lá, hoje coberta com uma espécie de telhado de vidro (foto abaixo). Mas nenhum avião mais pousa no lugar que já foi o maior aeroporto do mundo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Edwards AFB: base de testes no lago seco

Durante a década de 1930, a principal base de testes do Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos (USAAC) era Wright Field, próxima a Dayton, Ohio, terra dos irmãos Wilbur e Orville Wright. No entanto, o Exército abriu várias outras bases de testes, em locais mais isolados, para fazer experiências longe das aglomerações urbanas e dos olhares curiosos dos espiões.
Em 1933, o Exército instalou uma base na borda oeste do Lago Seco Rogers, uma extensa planície salgada situada no Deserto de Mojave, longe das áreas urbanizadas mas perto o suficiente da área de Los Angeles, um grande polo de construção aeronáutica e sede das empresas Lockheed, North American Aviation e Douglas.

Apesar de inóspito, o Lago Rogers era ideal para a Força Aérea do Exército: o leito seco e salgado do lago, por ser muito plano e livre de obstáculos, servia como extensão natural das pistas da base. Muitas pistas, aliás, foram delimitadas inteiramente dentro do lago, oferecendo amplas áreas de escape, ideais para pousos de emergência. As condições meteorológicas eram ideais, ainda que o vento fosse bastante forte, mas esse último problema podia ser contornado facilmente com o uso de pistas em várias direções diferentes. Chuvas são muito raras, mas podem eventualmente cobrir o Lago Rogers com uma fina lâmina de água (abaixo).
O local da Base já tinha sido uma parada de abastecimento de água da Southern Pacific Railway desde 1876, mas era praticamente inabitado até que, em 1910, os irmãos Ralph, Clifford e Effie Corum fixaram residência no local, provendo-o de uma boa infraestrutura para atrair outros moradores. O lugar foi denominado, então, Muroc (Corum ao contrário).

A base aérea do Exército foi denominada Muroc Field. Nessa época, o único local disponível para as confraternizações e festas do pessoal lá baseado era o Rancho Oro Verde, de Pancho Barnes, que se tornou uma verdadeira lenda entre os pilotos de prova.

Quando o General Henry Arnold assumiu o comando do USAAC, em 1938, o local teve sua importância incrementada como base de pesquisas e desenvolvimento, graças às suas pistas gigantescas e ao relativo isolamento. Um dos projetos desenvolvidos lá durante a Segunda Guerra foi o Bell XP-59 Airacomet, o primeiro caça a jato norte americano, em 1942. Como durante a guerra dinheiro não faltava para desenvolver as mais estranhas invenções aeronáuticas, dezenas de aeronaves esquisitas foram testadas em Muroc naquela época.

Terminada a guerra, o local continuou sendo importante, pois novas tecnologias desenvolvidas durante o conflito necessitavam de espaço para serem testadas. Em setembro de 1947, foi criada a Força Aérea do Estados Unidos - USAF, que passou a administrar a base. Em Muroc, estabeleceu-se também a National Advisory Committee for Aeronautic - NACA, uma organização governamental não militar de pesquisas aeronáuticas, antecessora da NASA.

Em 1946, desenvolveram-se em Muroc, pela primeira vez, testes de aeronaves puramente experimentais, como "provas de conceito", também denominadas aeronaves "X". A primeira dessas aeronaves foi o X-1, que se tornou célebre ao romper a barreira do som sobre Muroc, pela primeira vez, em 14 de outubro de 1947, pilotado pelo Capitão Charles "Chuck" Yeager, cuja proeza realmente merece um artigo a parte.

Em 8 de dezembro de 1949, o nome da base foi mudada para Edwards, em homenagem ao piloto de provas Glenn Edwards, que havia morrido lá 18 meses antes ao testar um bombardeiro tipo "asa voadora" Northrop YB-49.

As instalações em Edwards cresceram muito desde então. Em 1958, mais de 10 mil pessoas já trabalhavam lá, tanto para a USAF quanto para a National Aeronautics and Space Administration, a NASA.
Durante a década de 1960, algumas das mais fascinantes aeronaves já construídas no mundo foram testadas em Edwards. O Lockheed YF-12A, precursor do SR-71 Blackbird, bateu em Edwards nove recordes em um único dia, entre os quais os de velocidade e altitude, em 1º de maio de 1965, ao atingir velocidade sustentada de 2070 MPH (3.330 Km/h) e altitude de 80.257 pés (24 km). Em 03 de outubro de 1967, a partir de Edwards, o X-15 bateu o recorde de velocidade em voo na atmosfera de Mach 6,7, que persiste até hoje. O X-15 também se tornaria o primeiro avião a atingir a borda do espaço, ao subir a 347.800 pés (aproximadamente 106.000 metros).

Durante os anos 70, Edwards tornou-se a principal base de testes do Space Shuttle, o Ônibus Espacial e, embora tenha sido substituída, devido aos problemas de transporte, como pista de pouso para o retorno das naves, ainda hoje é a principal base de alternativa para as missões.

Hoje, Edwards sedia o Dryden Flight Research Center, da NASA (na foto abaixo, aeronaves da NASA) e o Air Force Rocket Research da USAF, e é o campo de testes para os projetos F-35 Lightning II, F-22 Raptor, RQ-4 Global Hawk, YAL Airborne Lase e B-51 Synthetic Fuel, entre outros, alguns ainda altamente secretos. Aeronaves civis em fase de certificação também usam as pistas de Edwards para operações arriscadas, como pousos com fortes ventos cruzados.
Edwards AFB possui o código ICAO KEDW e o código IATA EDW. Tem 2302 pés de elevação média, e 3 pistas pavimentadas na base principal: 04R/22L, com 4579 x 91 metros, 04L/22R, com 3.700 x 61 metros, e 06/24 com 2400 x 15 metros.
O leito seco do lago possui ainda 13 pistas oficiais, demarcadas com óleo queimado na superfície de sal do Lago Rogers, das quais a 17/35, com 12.000 x 270 metros, é a maior pista do mundo.

domingo, 2 de agosto de 2009

Nomes dos Aeroportos Brasileiros

No Brasil, os aeroportos são batizados pelas autoridades com nomes nem sempre bem aceitos pela população. Alguns desses nomes "pegam", mas outros são quase totalmente ignorados. Muitas vezes, os nomes nem sequer tem a ver com aviação. Essa é uma lista inicial, com um breve histórico da personalidade que cedeu o nome a cada aeroporto:

Brasília - Juscelino Kubitschek de Oliveira: Juscelino Kubitschek de Oliveira, também conhecido por JK, foi um médico e político mineiro. Foi Prefeito de Belo Horizonte, Governador de Minas Gerais e Presidente do Brasil, eleito pelo voto direto, entre 1956 e 1961. Foi o fundador de Brasília. Faleceu em 1976.

Confins - Tancredo Neves: Tancredo foi um político mineiro. Foi Primeiro-Ministro do Presidente João Goulart entre 1961 e 1962, na breve experiência parlamentarista do Governo Brasileiro. Foi deputado federal e senador por Minas Gerais e Governador desse Estado. Foi eleito Presidente do Brasil pelo Colégio Eleitoral em janeiro de 1985, mas não chegou a tomar posse, falecendo em 21 de abril de 1985. Seu vice, José Sarney, assumiu a Presidência.

Curitiba - Afonso Pena: Afonso Augusto Moreira Pena foi um advogado, jurista e político mineiro. Foi Conselheiro do Império do Brasil, Ministro de Estado na República Velha em várias pastas, Governador de Minas GeraisVice-Presidente e finalmente Presidente do Brasil, entre 1906 e 1909, quando faleceu durante seu mandato.

Florianópolis - Hercílio Luz: Hercílio Pedro da Luz foi um engenheiro e político catarinense, Governador de Santa Catarina por três vezes, eleito em 1894, 1918 e 1922, e Senador pelo mesmo Estado também por três vezes. Faleceu em 1924.

Galeão: Antonio Carlos Jobim: Tom Jobim foi um maestro, compositor, pianista, músico e arranjador carioca, um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores do movimento "Bossa Nova", na década de 1960. Faleceu em New York em 1994.
Guarulhos - Governador André Franco Montoro: Franco Montoro foi um político paulista, que exerceu vários cargos na administração pública paulista. Foi Governador de São Paulo entre 1983 e 1987. Faleceu em 1999.
Jacarepaguá: Roberto Marinho: Roberto Pisani Marinho foi um jornalista carioca e uma das personalidades mais influentes na história recente do Brasil, apesar de nunca ter exercido um cargo público. Herdou o Jornal "O Globo" de seu pai, Irineu Marinho e criou a Rede Globo de Televisão em 1965, uma das 3 maiores organizações de comunicações do mundo, e da qual foi presidente até sua morte em 2003, com 98 anos.

Londrina: Governador José Richa: José Richa foi um político carioca, mas que ainda muito jovem mudou-se para o Paraná. Foi Deputado Federal, Senador, Prefeito de Londrina entre 1973 e 1977 e Governador do Paraná entre 1982 e 1986. Faleceu em 2003.
Manaus - Eduardo Gomes: O Brigadeiro Eduardo Gomes foi um aviador, militar e político fluminense. Participou da "Revolta dos 18 do Forte de Copacabana", em 1922. Foi promovido a Brigadeiro em 1941, na criação do Ministério da Aeronáutica, e Ministro da Aeronáutica por duas vezes, entre 1954 e 1955, no Governo Café Filho, e entre 1965 e 1967, no Governo Castello Branco. Também foi o criador do Correio Aéreo Nacional. É Patrono da Força Aérea Brasileira. Faleceu em 1981.

Porto Alegre - Salgado Filho: Joaquim Pedro Salgado Filho foi um jornalista, magistrado e político gaúcho. Foi o primeiro Ministro da Aeronáutica, entre 1941 e 1945. Faleceu em um desastre aéreo no Rio Grande do Sul em 1950, quando disputava o Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Rio de Janeiro - Santos Dumont: Alberto Santos Dumont foi um aviador mineiro. Foi inventor dos balões dirigíveis em 1898 e do avião em 1906. É a maior personalidade da aeronáutica brasileira e foi cognominado "O Pai da Aviação". Faleceu no Guarujá em 1932.

Salvador - Luiz Eduardo Magalhães: Foi um político baiano, filho do ex-governador e ex-senador Antônio Carlos Magalhães. Foi deputado estadual e deputado federal pela Bahia, e estava cotado para ser Governador da Bahia em 1998 e candidato a Presidente do Brasil em 2002. Faleceu de ataque cardíaco em 1998. O Aeroporto era denominado anteriormente "Dois de Julho", data alusiva à independencia da Bahia em 1823.

São Paulo - Congonhas: O Visconde de Congonhas do Campo, Lucas Antônio Monteiro de Barros, foi Presidente da Província de São Paulo no Império do Brasil. Sua família era proprietária das terras onde hoje se situa o aeroporto.

sábado, 25 de julho de 2009

Manguinhos: um aeroporto esquecido no Rio

O Rio de Janeiro possui alguns dos aeroportos mais conhecidos do Brasil, como o Santos-Dumont e o Galeão. Mas poucas pessoas se lembram de um pequeno aeroporto que existia em frente à Fundação Oswaldo Cruz, o famoso Castelo de Manguinhos, já que praticamente nada mais existe ali que lembre esse aeroporto há mais de trinta anos

A origem do Aeroporto de Manguinhos está ligada ao Aeroclube do Brasil. O Aeroclube do Brasil foi fundado em outubro de 1911 e teve seu primeiro aeroporto no Campo dos Afonsos, na Vila Militar, Zona Norte do Rio. Infelizmente, o Exército resolveu instalar ali a Escola de Aviação Militar, em 1919, e o Aeroclube foi despejado de sua sede sem maiores cerimônias.

Com as operações aéreas interrompidas e em séria crise decorrente desse fato, o Aeroclube elegeu uma diretoria composta por Paulo Vianna, Cezar Grillo e Antônio Guedez Muniz para encontrar um novo local para o campo de pouso. Esse "triunvirato", liderado por Paulo Vianna, resolveu instalar o campo em Manguinhos, desbastando uma pequena elevação em um terreno da Fundação Oswaldo Cruz e aterrando o mangue ali existente. O terreno nunca foi transferido oficialmente para o Aeroclube, mas foi ocupado com a conivência das autoridades.

Os primeiros aviões pousaram em Manguinhos em 1936, e a inauguração foi prestigiada pelo Presidente Getúlio Vargas, grande entusiasta do Aeroclube. Foi em Manguinhos que o Presidente resolveu apoiar a idéia da Comissão de Turismo do Touring Club do Brasil de se promover a primeira Semana da Asa, em 1935. O campo sediou o primeiro campeonato brasileiro de acrobacia aérea.

O Aeroclube do Brasil formou várias gerações de instrutores de voo, que depois foram exercer suas funções nas centenas de aeroclubes criadas no Brasil na década de 1940. Também lá existia a Escola de Formação de Pilotos de Recreio e Desporto (chamados posteriormente de Pilotos Privados). A Campanha Nacional de Aviação, criada pelo Ministro da Aeronáutica Joaquim Pedro Salgado Filho e apoiada entusiasticamente pelo jornalista Assis Chateaubriand, dos Diários Associados, também nasceu em uma festiva Semana da Asa comemorada em Manguinhos.

Infelizmente, problemas começaram a surgir para o Aeroporto de Manguinhos no final da década de 1950. Tudo começou com um desastre envolvendo uma aeronave da Vasp, um Vicker Viscount 827 matriculado PP-SRG, e um pequeno Fokker S-11 militar da Escola de Aviação Militar dos Afonsos. O Fokker era pilotado por um cadete da FAB, em 22 de dezembro de 1959, que fazia rasantes e evoluções sobre a casa da namorada no Bairro de Ramos, bem próximo a Manguinhos, e chocou-se com o Viscount. A aeronave da Vasp, que fazia aproximação para pouso no Galeão, caiu em Ramos e matou seus 32 ocupantes e mais 10 pessoas no solo. O imprudente cadete saltou de para-quedas e sobreviveu.
O acidente levantou a questão do risco que as aeronaves baseadas em Manguinhos podiam oferecer para o tráfego do Aeroporto do Galeão e até para o tráfego do Aeroporto Santos Dumont. Mesmo que nenhuma aeronave de Manguinhos tivesse se envolvido no acidente da Vasp, as autoridades vislumbraram um risco sério de colisão se o aeroporto de Manguinhos permanecesse em operação.

Finalmente, em 1961, o Aeroporto de Manguinhos foi interditado, e o Aeroclube do Brasil ficou novamente sem um campo de operações. Como uma empresa de manutenção, a Avitec, estava localizada no aeroporto, algumas operações limitadas foram permitidas em coordenação com o controle de tráfego aéreo do Galeão até por volta de 1972, quando o Aeroporto de Manguinhos fechou para sempre.

No local onde existia o aeroporto, hoje existe a Vila do João e um depósito de containers. Os hangares e a torre de controle foram demolidos e o aeroporto passou para o esquecimento. O Aeroclube do Brasil ficou 10 anos sem voar, sobrevivendo de rendas de aluguel, até que foi instalado no Aeroporto do Jacarepaguá, onde opera até hoje, mas sem ter uma área própria.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Aeroporto de Heathrow: o maior aeroporto britânico

O Aeroporto de Heathrow, situado a oeste de Londres, é o terceiro mais movimentado aeroporto do mundo, atrás apenas dos aeroportos americanos de Atlanta-Hartsfield e Chicago-O'Hara, e o que possui maior número de passageiros internacionais. Seu código ICAO é EGLL e o código IATA é LHR.
O aeroporto de Heathrow está localizado a 24 Km a oeste de Londres, e de certa forma está mal localizado, pois os ventos predominantes fazem os aviões sobrevoarem a cidade durante a maior parte do ano. O aeroporto é atormentado por frequentes nevoeiros, mas é muito bem equipado para pouso por instrumentos, possuindo ILS Categoria III. É bastante afetado por normas de restrição anti-ruído, devidos aos voos feitos sobre a área urbana.

Heathrow possui três pistas, duas delas paralelas e separadas pelos Terminais 1, 2, 3 e 5, no sentido leste-oeste (09-27), e uma terceira em ângulo com as duas primeiras, outrora utilizada em caso de fortes ventos de través, mas que hoje se encontra descomissionada, servindo apenas como taxiway, numerada 23 (a cabeceira 05 não era operacional). A maior das pistas, a 09L-27R, possui 3901 metros de extensão.
A história do Aeroporto de Heathrow começa na década de 1930, quando era um aeródromo privado, da Fairey Aviation Company. Nessa época, o principal aeroporto civil da cidade era Croydon. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, o aeroporto passou para o controle do Ministério do Ar, para ser desenvolvido para a RAF- Royal Air Force. A construção das 6 pistas começou em 1944.

Entretanto, a RAF jamais precisou e não utilizou o aeroporto, pois o mesmo tornou-se operacional somente após o fim da guerra. A administração foi passada para o Ministério da Aviação Civil em 1º de janeiro de 1946. Nesse mesmo dia, o primeiro voo civil decolou do aeroporto em direção a Buenos Aires, via Lisboa.

Em 25 de março de 1946, o então Great Western Aerodrome foi oficialmente inaugurado por Lord Winster, o Ministro do Ar. Em 16 de abril de 1946, o primeiro voo procedente do exterior, operado pelo Lockheed L-049 Constellation PP-PCF, da Panair do Brasil, e procedente do Rio de Janeiro, pousa na sua pista. Por essa época, o Terminal de Passageiros (hoje Terminal 2) ainda estava em construção e o embarque e desembarque se fazia provisoriamente em barracas militares de lona (foto abaixo). Três das seis pistas previstas também ainda estavam em construção. Em 1947, o aeroporto foi oficialmente rebatizado de Heathrow International Airport.
Hoje, existem 5 terminais de passageiros, os três mais antigos localizados no centro, entre as pistas paralelas, o Terminal 4 localizado a sudeste e o Terminal 5 localizado a oeste. O Terminal 5 (foto abaixo) foi inaugurado recentemente, em 19 de março de 2008, pela Rainha Elizabeth II, 19 anos após ser projetado. As outras três curtas pistas, que se destinavam a servir a aeronaves a pistão, foram abandonadas e seu espaço destinado à ampliação dos terminais 1, 2 e 3.
As pistas paralelas de Heathrow hoje operam a 98 por cento da sua capacidade, o que limita severamente a admissão de novas operações. Existe projeto para uma terceira pista, mas tal plano é altamente controverso e vai encontrar dificuldade para sair do papel. Um novo terminal a leste também está planejado, e o velho Terminal 2 deve ser demolido até o final de 2009. A administração do aeroporto foi privatizada e hoje está a cargo da BAA Ltd., outrora British Airport Authority.

A atual Torre de Controle de Heathrow foi inaugurada em 13 de junho de 2007 e tem 87 metros de altura.

O Heathrow International Airport é operado por cerca de 90 empresas aéreas, com 170 destinos no mundo todo, e movimenta 67 milhões de passageiros por ano, mais que o triplo do aeroporto Internacional de Guarulhos, o mais movimentado (em número de passageiros) do Brasil.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Aeroporto Kai Tak em Hong Kong

O Aeroporto Internacional Kai Tak em Hong Kong foi um dos aeroportos mais famosos do mundo, e muito da sua fama devia-se ao fato de ter uma das pistas mais perigosas da aviação comercial.
O aeroporto operou de 1925 até 1998, com uma única pista (13-31) de 3.390 m de extensão, um fator limitante para o principal aeroporto de um dos mais importantes polos comerciais do Extremo Oriente.

O aeroporto, localizado perto de Victoria Harbor, era afetado por fortes ventos de través, e a aproximação para a pista 13 era totalmente fora do convencional: as aeronaves faziam a aproximação em linha reta por IGS (Intrument Guidanace System, uma forma modificada de ILS) para um ponto chamado Checkerboard Hill, balizada por uma colina com uma laje pintada de xadrez vermelho e branco. A partir desse ponto, o avião fazia uma curva de 47 graus, sem o uso do piloto automático e em condições estritamente visuais, para alinhar com a pista 13.
Durante essa fase, as aeronaves voavam muito baixo sobre o bairro de Western Kowloon, o que oferecia um espetáculo fascinante e, ao mesmo tempo, aterrador para os habitantes e turistas que visitavam o local justamente para fotografar as aproximações.
Diante de um risco e de um movimento tão intenso, é de se espantar que o aeroporto não tenha registro de grandes catástrofes aeronáuticas. Alguns aviões, como um Caravelle da Thai Airways e um Boeing 747-400 da China Airlines acidentaram-se quando tentaram pousar durante tufões. O acidente com o Caravelle vitimou 24 pessoas, enquanto o acidente do 747 não causou vítimas.

O pior acidente em Kai Tak ocorreu com um Lockheed C-130 Hercules do US Marine Corps, que caiu no mar devido a perda de controle após a decolagem da pista 13, vitimando 59 das 71 pessoas a bordo.

Todavia, ocorreram inúmeros incidentes devido aos ventos de través que danificaram trens de pouso e motores nas asas.
O aeroporto acabou sendo substituído, devido ao grande congestionamento, por um novo aeroporto construído em uma ilhota, Chep Lak Kok, cujo topo foi devastado, e os resíduos jogados ao mar para formar um grande aterro. Muito mais espaçoso, o novo aeroporto, chamado de Chep Lak Kok em homenagem à ilhota que lhe deu origem, oferece muito mais segurança e espaço, digno da cidade no Século XXI.

Kai Tak foi fechado definitivamente no dia 6 de junho de 1998, quando o último avião decolou de lá, um Airbus A340 da Cathay Pacific. As luzes da pista foram apagadas à 01:28, e o controlador da torre disse simplesmente, em uma mensagem final: "Goodbye Kai Tak, and thank you". Durante toda a noite, um interminável comboio de caminhões, ônibus e outros veículos de apoio deslocaram-se ao novo terminal.
Hoje, quase nada resta de Kai Tak: o Terminal foi totalmente demolido entre dezembro de 2003 e janeiro de 2004 (foto acima), e apenas alguns vestígios de sua antiga pista ainda podem ser vistos. Planeja-se construir no local um terminal de cruzeiros marítimos.

domingo, 5 de julho de 2009

O hangar do Zeppelin em Santa Cruz

Durante os anos 30, o Brasil era um dos destinos principais da empresa Luftshiffbau Zeppelin GmbH, que implantou uma linha regular de passageiros com os dirigíveis Graff Zeppelin e Hindemburg, ligando Friedrichshaffen, na Alemanha, até o Rio de Janeiro.
Após alguns voos experimentais, a empresa resolveu construir um aeroporto para basear os dirigíveis no Rio, e escolheu uma área no bairro Santa Cruz, próximo à Baía de Sepetiba. No aeroporto, construiu um hangar para abrigar os dirigíveis.

Esse hangar foi um obra realmente incrível, visto que os dirigíveis tinham um tamanho comparável a navios, e não à qualquer aeronave vista antes ou depois. O Hindemburg, por exemplo, tinha 245 metros de comprimento por 41 metros de diâmetro máximo, comparado aos 70,5 metros de comprimento de um Boeing 747.

O hangar construído em Santa Cruz tem 274 metros de comprimento, 58 metros de altura e 58 metros de largura, acomodando com relativa facilidade qualquer um dos dirigíveis então operacionais. É orientado no sentido norte-sul. A porta sul, a principal, abre-se em toda a extensão de altura e largura do hangar, e cada lado da porta pesa 80 toneladas, sendo aberta por motores elétricos ou manualmente, por um sistema de contrapesos. O portão norte, com 28 metros de largura por 26 de altura, servia apenas como portão de ventilação e saída da torre de atracação.

Uma torre de controle foi construída no teto do hangar, tendo 61 metros de altura.
Embora a maior parte da estrutura do hangar seja de aço, o hangar sofreu pouco com a corrosão, embora esteja em uma área de atmosfera salina, pela proximidade com o mar, o que comprova a ótima qualidade do material com que foi construído.

O hangar de Santa Cruz foi, entretanto, pouco usado pelos dirigíveis, quatro vezes pelo Hindemburg e cinco vezes pelo Graf Zeppelin, devido ao fim das viagens comerciais provocada pelo acidente com o Hindemburg, em maio de 1937. Posteriormente, com o início da Segunda Guerra Mundial, o aeroporto de Santa Cruz foi expropriado de seus proprietários alemães e incorporado à Força Aérea Brasileira, tendo sido batizado com o nome de "Bartolomeu de Gusmão".
O hangar é usado pela FAB até hoje, na Base Aérea de Santa Cruz, servindo aos caças F-5E e A-1. Infelizmente não está aberto à visitação pública, mas está preservado como patrimônio histórico brasileiro desde 1998.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Os Aeroportos mais bizarros do mundo

Alguns ingredientes transformam determinados aeroportos em verdadeiras armadilhas para os aeronautas: obstáculos ao redor da pista, ventos cruzados, pistas curtas, inclinação, nevoeiro, gelo e neve, etc. Pelo fato das listas que circulam na Internet normalmente incluírem aeroportos desativados recentemente, tomei o cuidado de expurgá-los para deixar somente os que estão efetivamente operando. Caso você tenha uma viagem marcada para algum deles, reze antecipadamente para que no dia da sua chegada os Deuses dos ventos tenham clemência para com a sua alma!

1- Gibraltar - uma avenida atravessa a pista.

A cidade de Gibraltar tem o único aeroporto internacional do mundo onde você, depois de aterrissar, pode ir caminhando até o centro da cidade, distante cerca de 500 metros. Mas as comodidades param por aí, porque a turbulência provocada pela formação rochosa a 400 metros da pista provocam sérias sacudidas nos aviões. A bizarrice deste aeroporto fica por conta da pista curta em uma cidade espremida entre montanhas, o que tornou imperativo que uma avenida atravessasse-a, por onde trafegam os veículos normais da cidade nos intervalos entre pousos e decolagens.

2- Funchal, Ilha da Madeira - pista suspensa com área de escape zero.





Com a pista ladeada de um lado pelo mar e pelo outro a montanha, a curta pista do aeroporto de Funchal foi encompridada por uma espécie de ponte para atingir o comprimento de 2.700 metros. Tal ponte, que ganhou a menção de uma das obras de engenharia mais notáveis do século XX, tem 180 colunas e 70 metros de altura.



3- Barra, Escócia - o aeroporto mais bizarro do mundo que não tem pista!

A placa avisa textualmente: Aeroporto Barra – Fique fora da faixa de areia quando a biruta estiver funcionando, pois o aeroporto está ativo.

A grande bizarrice deste aeroporto é que ele não tem pista. O outro aeroporto no mundo que tem condições semelhantes está localizado na Ilha Fraser, Austrália. Em virtude da ausência de asfalto e lâmpadas sinalizadoras na pista-praia, quando as condições climáticas pioram, os moradores deixam os faróis acesos ao longo da praia para orientar os pilotos. Uma luz na torre de controle avisa aos transeuntes quando um avião está prestes a chegar para que eles fiquem atentos à biruta e liberem o trecho de praia a ser percorrido pelo avião.

4- Lukla, Nepal - pista inclinada encravada na montanha.

O famoso aeroporto de Katmandu localiza-se a 2.700 metros acima do nível do mar. Como é normal nas regiões montanhosas, ele tem uma pista curta de 527 metros de comprimento por 20 metros de largura e uma inclinação de 11º. Em uma das cabeceiras se eleva um pico de 900 metros, enquanto à outra termina num despenhadeiro. Apesar das condições severas, o aeroporto é extremamente movimentado nas estações de subida ao Monte Everest.

5- Narsarsuaq, Groelândia - pista inclinada fustigada por turbulências.

As condições climáticas da Groelândia, por si só são extremamente severas a maior parte do vento. Poucos pilotos têm condições de pousar lá, uma vez que enfrentam a pista inclinada, sinalização escassa e grande turbulência ocasionada pelo Fiorde localizado num dos lados.

6- Courchevel, França - a pista de pouso com a topografia mais bizarra do mundo!

Esta pista merece o título de mais bizarra do mundo. Além de inclinada em 18,5º, ela é sinuosa. Suas operações se limitam a vôos privados durante a temporada de esqui. Veja os vídeos de pousos e decolagens nesta pista no Youtube para entender o perrengue.

7- Adak, Ilhas Aleutas, Alasca, Estados Unidos - é lá onde nascem os ventos!

A placa do terminal de passageiros de Adak explica o motivo pelo qual este aeroporto figura nesta lista. Nele deveria estar escrito “Welcome to Adak, Alaska Home of the Winds” (Bemvindo ao Alasca, a morada dos ventos). Pelo visto, metade da placa voou longe, daí pode-se entender muito bem o motivo.

Este lugarejo localizado no fim do mundo, está num conjunto de ilhasque é uma espécie de projeção do continente americano em direção à Ásia, possui o aeroporto mais a oeste dos Estados Unidos. Quem acompanhou nos anos 70 o seriado televisivo "Jeannie é um gênio" soube que a punição máxima para o Major Nelson e sua trupe seria uma transferência para as Ilhas Aleutas. Ora, os militares retratados no seriado eram da aeronáutica, logo, o destino deles seria passar o resto dos seus dias mofando no desolado campo de aviação de Adak, cercados por todos os lados de águias de cabeça branca (Bald Eagles).

O aeroporto foi usado pela Aviação da Marinha dos EUA de 1942 até 1997. Desde então, ele se tornou um aeroporto civil. A principail característica que fustiga pousos e decolagens é o vento predominantemente atravessado em 30º e rajadas que chegam a superar os 100 Km/h. Acrescido a este ingrediente, há o complicador da falta de visibilidade crônica. Às vezes o avião é obrigado a ficar circulando por horas acima da ilha, até encontrar uma brecha no denso nevoeiro e aterrissar rapidamente.

8- Lugano, Suiça - o aeroporto no fundo do balde!

A melhor metáfora para o Lugano é a do fundo do balde, uma vez que ele está rodeado de montanhas, um lago e castigado constantemente pelos fortes ventos alpinos. Algumas linhas comerciais operaram nesta localidade até que o organismo de controle da aviação suíça descobriu que o ângulo necessário para fazer a aproximação estava fora dos padrões aceitos internacionalmente. Assim, desde então, os vôos comerciais foram suspensos, mas o aeroporto ainda opera com vôos privados.

9- Shimla, Índia - o aeroporto mais "aéreo" do mundo!

Uma localidade que tem névoa cerca de 100 dias por anos e está situada a mais de 2.000 metros acima do nível do mar, tem todos os ingredientes do perigo. Acrescido a isto há a armadilha topográfica da pista ladeada por um despenhadeiro de um lado e uma montanha do outro. Por causa destas condições, somente pequenos aviões Dornier-228 de 18 lugares continuam a operar neste aeroporto.

10- Wellington Internacional, Nova Zelândia - o aeroporto Porta-Aviões!

Bastante similar ao aeroporto da ilha de Hamilton em muitos aspectos, o Wellington parece um porta-aviões. Ele é ladeado de montanhas e ambas as cabeceiras terminam em mar. Este cenário é bastante cruel com os pilotos nos dias de forte vento de través, algo semelhante ao que acontece nos vídeos de pousos com vento cruzado no aeroporto de Hong Kong, China. As impressões dos pilotos que pousam lá são de comparar a experiência a um pouso num túnel de vento

terça-feira, 26 de maio de 2009

Você sabia isso sobre o aeroporto de Londrina?


  • O aeroporto de Londrina já foi o terceiro mais movimentado do país entre 1958 e 1960, superado apenas pelos aeroportos de São Paulo-Congonhas e Rio - Santos Dumont.
  • O primeiro aeroporto de Londrina, que ficava no Patrimônio Espírito Santos, possuia 3 pistas, que formavam um triângulo. Nenhuma era pavimentada, e a mais longa tinha apenas 1000 metros.
  • A pista pavimentada do atual aeroporto foi inaugurada em 18 de abril de 1956, junto com o Hangar do Aeroclube de Londrina. Estiveram presentes na cerimônia de inauguração o Governador do Estado, Moysés Lupion, o Prefeito Antônio Fernandes Sobrinho e o jornalista Assis Chateaubriand.
  • Somente 2 anos depois de inaugurada a pista é que foi concluída a estação de passageiros, que permaneceu até a virada do século praticamente a mesma (foto acima).
  • A primeira torre de controle de Londrina foi inagurada apenas em 1962, quando o movimento de aeronaves já nem chegava perto do movimento registrado em 1960, auge das operações no aeroporto.
  • O projeto original do Aeroporto de Londrina previa a construção de mais um pátio, no terreno onde existe a antena do NDB Londrina, e outra pista, transversal à atual, e que passaria adiante do atual hangar da Avipar, encontrando a pista 13-31 entre as interseções B e C. Como o movimento no aeroporto decaiu muito a partir de 1961, tais alterações jamais foram realizadas, e apenas a torre foi concluída.
  • O nome do Aeroporto de Londrina é Aeroporto Governador José Richa. Houve um movimento, há 10 anos atrás, para se colocar o nome do aviador João Ribeiro de Barros, que fez a primeira travessia do Atlântico, em 1927, no aeroporto.