Google Website Translator

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Enola Gay: o avião que lançou a bomba atômica em Hiroshima.

Enola Gay foi o nome dado a um bombardeiro Boeing B-29 americano, que lançou uma bomba atômica na cidade de Hiroshima, no Japão, na manhã de 6 de agosto de 1945, precipitando o final da Segunda Guerra Mundial.
O Enola Gay sendo preparado para exposição, em 2003

Essa aeronave foi escolhida, no dia 9 de maio de 1945, pessoalmente, na fábrica Glenn Martin, em Omaha, Nebraska (que fabricava os B-29, sob licença da Boeing) pelo Coronel Paul Tibbets Jr, então com 30 anos e comandante do 509º Composite Group, uma singular unidade designada para lançar os ataques atômicos contra o Japão. Tibbets talvez tenha sido o único piloto militar da história que teve o privilégio de escolher o avião no qual iria combater na guerra, ainda na linha de produção.
O Coronel Paul Tibbets, Jr, e seu avião, o Enola Gay

Os B-29 "atômicos", dos quais 15 foram fornecidos ao 509º Grupo, foram fabricados pela Glenn Martin, e  tinham várias diferenças em relação aos modelos normais de produção da aeronave: todo o armamento defensivo foi removido, com exceção de duas metralhadoras Browning calibre .50 da cauda. Isso tornava o avião bem mais leve e melhorava consideravelmente o seu desempenho. Outra modificação importante foi a incorporação de hélices Curtiss-Eletric de passo reversível, que tinham ótimo desempenho em voo, mas que, por vezes, eram altamente problemáticas, levando inclusive a acidentes fatais.

A Glenn Martin fabricou 65 desses aviões modificados até setembro de 1945, quando a produção dos B-29 foi definitivamente encerrada.
O Enola Gay

Desde o início de 1945, o General Curtiss LeMay, comandante do XXI Bomber Command tinha ordenado a remoção do pesado armamento defensivo dos B-29 que atacariam o Japão a partir das ilhas Marianas. Voando até cerca de 32 mil pés de altitude, o desempenho dos B-29 aliviados dava muito trabalho aos já poucos caças japoneses que o armamento defensivo.

O Enola Gay em Tiniam, 1945

O B-29 que viria a se tornar mundialmente famoso depois do ataque a Hiroshima era do modelo B-29-45-MO, levava o c/n 44-86292, e tinha compartimentos de bombas especificamente adaptados para levar uma única bomba de cerca de 4,5 toneladas. Essa adaptação foi feita já no Teatro de Operações do Pacífico, em Guam. As portas dos compartimentos de bombas eram acionadas por sistema pneumático, e tinham funcionamento muito mais rápido que as portas hidráulicas de outras aeronaves do tipo.

O avião foi aceito formalmente pela US Army Air Force (USAAF) em 18 de maio de 1945 e transferido para a base do 509º CG, em Wendover, Utah, em 14 de junho de 1945. A aeronave era pilotada pelo Capitão Robert A Lewis, que foi seu piloto durante quase todas as missões durante a guerra.
Depois de ficar apenas 13 dias em Wendover, o avião e todo o 509º Grupo iniciaram o deslocamento para o Pacífico. Depois de passar por Guam, onde recebeu a modificação no compartimento de bombas, a aeronave chegou à sua base de operações, em North Field, na ilha de Tiniam, no dia 6 de julho. Ainda em construção e, com quatro pistas, esse era o maior aeroporto em operação no mundo naquela época.
Tinian North Field, em 1945, era o maior e mais movimentado aeroporto do mundo.

Ao chegar em Tiniam, as aeronaves tiveram uma marca pintada nas caudas, um "R" dentro de um círculo. Essa marca era usada, na verdade, por outra unidade, o 6º Grupo de Bombardeiros, mas foi aplicada às aeronaves do 509ª Grupo por medida de segurança, para iludir e confundir os serviços de informação inimigos. O #44-86292, que inicialmente tinha sido designado como Victor 12, logo ao chegar, foi redesignado como Victor 82, para evitar confusão com o já existente #12 do 6º Grupo.
North Field, em Tiniam, 1945

As condições de operação no Pacífico estavam longe de ser tranquilas. O número de acidentes e incidentes na decolagem era assustador, e o avião estava longe de ser amado incondicionalmente pelas tripulações. Era, sim, temido, embora admirado. Era uma aeronave sofisticada, mais que qualquer outro da época, mas tinha motores e hélices muito temperamentais. os cilindros superiores  dos motores eram substituídos depois de apenas 25 horas de uso, e todos os motores eram substituídos depois de apenas 75 horas de voo, por problemas de confiabilidade. As hélices costumavam dar problemas totalmente inesperados, inclusive reversão em voo, quase sempre fatal.
O Enola Gay em Tiniam, setembro de 1945

Na verdade, as maiores perdas de vidas entre os tripulantes de B-29 foram devidas a acidentes, e não à atuação da defesa inimiga.

Durante julho de 1945, sempre sob o comando de Lewis, a aeronave efetuou oito missões de treinamento e duas missões de combate sobre o Japão metropolitano, lançando bombas "arrasa-quarteirão", de peso, formato e tamanho aproximadamente iguais ao da bomba atômica, sobre Kobe, em 24 de julho, e Nagoya, em 26 de junho.
O Enola Gay, depois da missão em Hiroshima
As tripulações desconheciam a natureza da missão para a qual estavam treinando. O lançamento de bombas de alto explosivo, únicas e de grande porte, era visto com estranheza, já que todas as demais unidades de B-29 lançavam bombas incendiárias de napalm, fósforo e magnésio sobre as cidades japonesas. Nenhum dos quinze aviões do 509º CG era equipado para tais missões incendiárias.
Cockpit do Enola Gay

O contato dos tripulantes do 509º CG com outras unidades baseadas em Tiniam era muito restrito, e francamente desencorajado.

No final de julho de 1945, os componentes da primeira bomba atômica, batizada de "Little Boy", que vieram dos Estados Unidos trazidos por vários aviões separados e pelo cruzador pesado Indianápolis, finalmente foram reunidos em Tiniam. O processo de montagem e preparação da bomba ficou a cargo do Capitão Willian Parsons, da Marinha, que tinha como principal ajudante o Segundo-Tenente Morris Jeppson, da USAAF.
O Enola Gay sendo posicionado acima do poço, onde estava a bomba atômica

A bomba atômica foi colocada sobre um trolley, que foi lentamente rebocado por um trator até um poço pouco profundo. O avião foi rebocado pra ficar acima do poço, e um macaco hidráulico fez a delicada tarefa de içar a bomba atômica para o compartimento de bombas dianteiro do avião, no meio da tarde do domingo, dia 5 de agosto.  Não houve contratempos, e a bomba ficou presa firmemente no gancho único, especialmente desenhado para isso.
A bomba posicionada no bomb bay, sendo cuidadosamente inspecionada

A partir daí, a Polícia Militar montou um pesado esquema de segurança em torno do avião, pra prevenir qualquer tipo de sabotagem ou uma improvável interferência inimiga. Mesmo seus tripulantes estavam impedidos de entrar no avião, sem uma autorização direto do Coronel Tibbets.
O bomb bay do Enola Gay

Tibbets solicitou a um recruta do 509º, Allan Karl, que pintasse, no nariz do #82, o nome "Enola Gay", logo abaixo das janelas do cockpit. Karl foi literalmente arrancado de um jogo de futebol por ordem do Coronel, e estava muito mal-humorado, mas fez o serviço ordenado. Ao fazer uma inspeção na aeronave, Robert Lewis ficou indignado e furioso com a inscrição no nariz, e foi tirar satisfação com o Coronel. Saiu de lá frustrado.
Foto do Enola Gay autografada por Tibbets e Ferebee, bombardeador

Lewis tinha certeza de que conduziria a grande missão, que ele nem mesmo sabia ao certo o que seria, mas teria que se contentar em ser copiloto de Tibbets, que assumiu pessoalmente a missão de lançar a primeira bomba atômica no Japão. Ficou muito triste com isso, mas levou a missão com profissionalismo e de modo eficiente.
Tibbets acena, antes de partir para a missão em Hiroshima

O nome "Enola Gay" aplicado ao avião referia-se à mãe do piloto. É irônico que o nome de uma gentil senhora fosse aplicada ao lançador da arma mais destruidora já usada na história.

A madrugada de 6 de agosto foi muito movimentada em Tiniam. Sete dos quinze B-29 do grupo foram destacados para a missão. O Enola Gay levaria a bomba. Um avião equipado com instrumentos científicos, o Great Artist, e um B-29, #91, ainda sem nome (depois batizado como "Necessary Evil"), levava câmeras fotográficas para fazer o registro da missão.

Três outros B-29 voariam sobre os alvos, como reconhecedores meteorológicos. Três cidades, ainda intocadas pelas bombas incendiárias, eram os possíveis alvos: Hiroshima, Kokura e Nagasaki. Um sétimo avião decolaria para Iwo Jima e lá ficaria de prontidão, como avião reserva, no caso de pane no Enola Gay.
Tripulação do Enola Gay, antes de partir para a missão atômica

A tripulação ficou perplexa pelo esquema de fotógrafos, cinegrafistas e repórteres reunidos antes da decolagem. Parecia a filmagem de alguma produção de Hollywood. Por fim, os tripulantes embarcaram no avião, acompanhados por Parsons e Jeppson, que não compunham a tripulação normal da aeronave.
Equipamento eletrônico a bordo do Enola Gay usado especificamente para as missões atômicas

Havia um sério temor de um acidente na decolagem. relativamente e assustadoramente comuns em Tiniam. Com uma bomba atômica a bordo, o risco de uma explosão nuclear acidental, ainda em Tiniam era real, colocando em risco os milhares de militares americanos ali estacionados. Por isso, foi tomada a decisão crucial de armar a bomba somente algum tempo após a decolagem. Parsons e Jeppson foram encarregados da tarefa.

A decolagem de Tiniam ocorreu às 2:45 de 6 de agosto. Ainda não se sabia qual seria o alvo, isso dependia das informações recebidas dos aviões de reconhecimento meteorológico, mas qualquer um dos alvos seria atingido entre 8 e 9 horas da manhã.
Os plugs verde e vermelho, usados na bomba atômica de Hiroshima

A bomba foi armada por volta das 3 horas da manhã. Os explosivos convencionais que a acionariam foram inseridos e os plugs verdes, de segurança, que impediam qualquer conexão elétrica, foram substituídos pelos plugs vermelhos, por Parsons. A bomba estava finalmente ativada.

Às 7:25, o Enola Gay recebeu uma mensagem do Straight Flush, B-29 de reconhecimento meteorológico, que sobrevoou Hiroshima, e recomendou o bombardeio da cidade, que era o alvo primário. Após o recebimento de mensagens dos outros dois aviões, Tibbets comunicou a tripulação que iriam bombardear Hiroshima. O alvo era a ponte Aioi, em forma de T, bem no centro da cidade.
A ponte Aioi, em forma de T, foi o alvo mirado pelo bombardeador. A bomba caiu a 180 metros dali. Ficou intacta. O restante da cidade foi totalmente devastado

A bomba atômica foi lançada sobre Hiroshima às 8:15:17, o avião curvou à direita numa apertada curva de 155 graus, mergulhando para ganhar velocidade e se afastar da explosão. 43 segundos depois, às 8:16, a bomba explodiu a 630 metros do solo, a apenas 180 metros do alvo, precisão muito alta para a época.
Uma das fotos coloridas da explosão em Hiroshima

Hiroshima foi completamente devastada pela explosão. Pelo menos 60 mil pessoas morreram naquele momento, e muitas outras depois, vitimadas pelas queimaduras ou pela radiação. Os aviões, intactos, empreenderam a longa viagem de aproximadamente 6 horas até a sua base. Pousou em Tiniam às 14:45, sem incidentes. Foram recebidos como heróis, e Tibbets foi condecorado com a Distinguished Flying Cross.
O Enola Gay em Tiniam, em agosto de 1945

A missão em Hiroshima foi bem sucedida, mas nem a aeronave nem o piloto lançaram a segunda bomba, em Nagasaki, em 9 de agosto, missão que ficou a cargo do Capitão Charles Sweeney e do B-29 #77, batizado de Bock's Car. O Enola Gay voou nessa missão como observador meteorológico, sobre a cidade de Kokura, comandado pelo Capitão George Marquardt..

O efeito devastador das duas bombas  atômicas sobre o Japão foi o esperado: o Japão se rendeu incondicionalmente no dia 14 de agosto, e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim.

Após o fim da guerra, a aeronave voltou aos Estados Unidos, em 6 de novembro de 1945, para a nova base do 509º, em Roswell, New Mexico, onde pousou dois dias depois. Participou, embora sem lançar nenhum artefato atômico, da Operação Crossroads, em Bikini, Ilhas Marshall, na qual os americanos fizeram dois testes nucleares em junho de 1946.
O Enola Gay desativado, em Davis-Monthan AFB, em Tucson, Arizona, 1946

Tomou-se a decisão de preservar a aeronave, que foi desativada pela USAAF em 24 de julho de 1946, e doada à Smithsonian Institution em 30 de agosto de 1946, sendo removida para o "cemitério" de Davis-Monthan AFB, em Tucson, Arizona, para estocagem, no dia seguinte.

A aeronave ficou no deserto por três anos, mas finalmente decolou para Orchard Place Air Field, em Park Ridge, Illinois, para entrega à Smithsonian Institution, em 3 de julho de 1949, pilotada pelo Coronel Tibbets em pessoa.

Na verdade, o Enola Gay era um avião grande demais para o Smithsonian, que não dispunha de um local adequado para armazenar e depois restaurar o avião. A USAF, a pedido da instituição, removeu o Enola Gay em 12 de janeiro de 1952 para Pyote AFB, no Texas. De lá, foi levado, no seu último voo, para Andrews AFB, em Maryland, em dezembro de 1953.
O Enola Gay, praticamente abandonado, em Andrews AFB, em 1959
A USAF ficou responsável por guardar o avião, mas era uma aeronave muito grande, que tomava espaço nos hangares, e logo o Enola Gay foi colocado ao relento, num canto morto do pátio, ao alcance dos "caçadores de souvenirs", insetos, ratos e pássaros. Permaneceu nessa pobre condição até 10 de agosto de 1960. Muito equipamento foi removido, incluindo as hélices, e muito se perdeu durante esse tempo.
O Enola Gay ficou 24 anos em Suitland, aguardando restauração

Paul E. Garber, do Smithsonian, ficou muito preocupado com a degradação das condições de uma aeronave muito importante historicamente. Em 1960, recrutou uma equipe de mecânicos para desmontar o Enola Gay e removê-lo antes que ficasse totalmente decrépito. O trabalho foi desenvolvido de forma cuidadosa e muito lentamente, a partir do dia 10 de agosto de 1960. Finalmente, o avião desmontado foi colocado em um depósito do Smithsonian, em Suitland, Maryland, em 21 de julho de 1961.
O Enola Gay no início da sua restauração, em 1984

Por mais de 20 anos, o avião ficou praticamente intocado. Nenhum trabalho de restauração ou remontagem foi executado, pois o Enola Gay é muito grande e não havia espaço para o avião em nenhum dos museus mantidos pela instituição.
Cockpit restaurado do Enola Gay

Entretanto, alguns ex-integrantes do 509º CG iniciaram uma campanha para a reconstrução do Enola Gay, procurando inclusive o auxílio do General Tibbets e do Senador Barry Goldwater. Quando Walter J. Boyne, ex-piloto de Boeing B-52, assumiu a direção do Museu Nacional de Aeronáutica e Espaço, em 1983, é que  a sorte do Enola Gay começou realmente a mudar.
Remontagem do Enola Gay em 2003
Muito material foi perdido. Uma das hélices foi parar na Universidade Agrícola e Mecânica do Texas, durante os anos de abandono, e foi cortada parcialemente para a construção de um túnel de vento.  As demais foram recuperadas. Muito equipamento eletrônico, assim como instrumentos, simplesmente desapareceram, e nem sequer podiam ser repostos.

A restauração começou em 5 de dezembro de 1984, em Suitland. Jamais houve a intenção de se colocar a aeronave em condição de voo, ficando restrita à exibição estática. Dois dos motores foram recuperados em Suitland, e os outros dois no San Diego Air & Space Museum.

A primeira seção a ser restaurada foi a fuselagem dianteira. Quando essa seção ficou pronta, foi levado para exibição no Museu Nacional de Aeronáutica e Espaço, em Washington, em 28 de junho de 1995. A exibição da peça foi alvo de controvérsias. Houve tentativa de vandalismo, em 2 de julho de 1995, quando três pessoas jogaram cinzas e sangue humano na peça, e acabaram presas.
O recém-restaurado Enola Gay, em 2003

O nariz do Enola Gay ficou em exibição até 18 de maior de 1998, sem maiores incidentes ou protestos. Enquanto isso, as demais partes do avião foram restauradas e a fuselagem foi levada a Suitland, no agora denominado Paul E. Garber Preservation, Restoration an Storage Facility, para a restauração final da aeronave completa. Durante 19 anos, foram necessários 300 mil homens/hora para o serviço de restauração do Enola Gay.
Em agosto de 2003, o Enola Gay ficou inteiro pela primeira vez, desde 1960

O avião foi enviado, ainda desmontado, ao novo Steven F. Udvar Hazy Center, em Chantilly, Virgínia, próximo ao Aeroporto Internacional Dulles, entre março e junho de 2003, onde foi montado cuidadosamente para exibição. Em 8 de agosto de 2003, o avião estava completo, pela primeira vez, desde 1960. O centro, oficialmente um anexo do Museu Nacional de Aeronáutica e Espaço, foi aberto ao público em 15 de dezembro de 2003.
O Enola Gay atualmente (foto: Luzardo Junior)
O Enola Gay é uma das aeronaves mais vigiadas do museu,  e foi erguido do solo em plataformas pantográficas, para ficar fora de alcance de pichadores e vândalos.

Setenta e dois anos depois da missão atômica, o Enola Gay segue preservado, assim como o B-29 Bock's Car, que bombardeou Nagasaki, preservado em Dayton, Ohio. Nenhum tripulante das duas missões atômicas ainda está vivo. O gigantesco aeroporto de North Field, em Tiniam, está hoje silencioso e completamente abandonado, ainda que restem alguns vestígios preservados das missões atômicas, como o poço de carregamento. Hiroshima e Nagasaki são hoje cidades modernas e vibrantes, e poucas cicatrizes lembram os ataques de 1945.

Fontes: Wikipedia; livro Enola Gay, de Gordon Thomas e Max-Morgan Witts, B-29 Flight Operation Manual, Smithsonian Institution (artigo atualizado em 8 de novembro de 2017).

Um comentário:

  1. Já estive lá é fantástico...vale a pena ir também no National Air and Space Museum de Washington ....este onde fica o Enola Gay no anexo do aeroporto de Dulles é no Estado da Virgínia...bem perto de Washington

    ResponderExcluir

Gostou do artigo??? Detestou? Dê a sua opinião sobre o mesmo.