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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Estranhas e bizarras aeronaves da ficção

O cinema é a indústria do sonho, onde tudo é possível. Alguns são plausíveis e outros chegam às raias do delírio, mas praticamente todos são muito interessantes, deixando bem claro que, se existem limites para a tecnologia, não existem limites para a imaginação humana.
Algumas aeronaves criadas pelo cinema despertaram um desejo real de que fossem de verdade, enquanto outras só fizeram rir. Vamos ver aqui alguns exemplos, escolhidos entres os mais bizarros:

Subvoador: essa aeronave é um híbrido entre avião e submarino, e foi criada no filme "Viagem ao Fundo do Mar", lançado pela Twenty Century Fox em 1961, e que depois virou um seriado de sucesso entre 1964 e 1968, ficando em cartaz no Brasil desde aquela época até recentemente, nos canais de TV a cabo. O Subvoador era um pequeno submarino amarelo que ficava alojado na proa do submarino SSRN Seawiew, comandado pelo almirante Harriman Nelson e pelo capitão Lee Crane. Aparentemente era movido a energia nuclear, e era usado em missões especiais pela tripulação. Seu desempenho era excelente tanto quanto submarino quanto como avião e tinha um belo design. Ninguém explica, entretanto, como o Subvoador podia mergulhar no mar em alta velocidade sem espatifar seu grande para-brisas panorâmico ou sem esmagar seus tripulantes com tão brutal desaceleração, e nem como os motores funcionavam tão bem em voo ou embaixo dáqua. Mas não deixa de ser uma bela máquina;
O submarino-tanque-helicóptero-espaçonave dos Três Patetas: o Subvoador do almirante Nelson não foi a única máquina a combinar aeronave com submarino. Os Três Patetas conceberam uma "aeronave" (????) mais versátil ainda: uma combinação de submarino-tanque-helicóptero-espaçonave, criada por um cientista maluco, amigo do trio. Ao contrário do subvoador, não se destacava pelo design. A história apareceu no filme "Os três Patetas em Órbita", de 1962. A capacidade da máquina era impressionante, pois chegou a entrar em órbita da Terra. Ninguém explica como sobreviveu à re-entrada na atmosfera. A nave atraiu a atenção de alienígenas, que a tomaram com a intenção de invadir a Terra. Os Três Patetas conseguiram derrotá-los cortando a torreta do aparelho, em pleno vôo, com uma arma laser dos alienígenas. A parte superior continuou em voo, aparentemente em auto-rotação, com o trio e a parte inferior mergulhou no mar e foi destruída por uma explosão nuclear. Simplesmente fantástico e hilário;
Águia de Fogo: o helicóptero Águia de Fogo, criado para o filme e seriado homônimo (em inglês: Airwolf), no ar entre 1984 e 1987, tinha uma aparência bastante convencional, para não dizer comum, pois era afinal um Bell 222. No entanto, o Águia de Fogo era supersônico! Sua capacidade de fogo era. no mínimo, surpreendente para um helicóptero civil. Hoje seria o sonho de qualquer traficante ou terrorista. O helicóptero realmente existiu, mas não era supersônico e nem sequer era armado. Depois do filme, foi vendido e virou aeromédico na Alemanha, onde foi destruído em um acidente em 1992, durante uma tempestade. É um sério competidor do Subvoador no quesito "design", mas passaria desapercebido em qualquer lugar, ao contrário do Subvoador.
Fênix: Na mitologia grega, a Fênix era uma ave que, quando morria, se consumia em chamas, e das cinzas aparecia um ovo, do qual nascia outra Fenix. O filme "O voo da Fênix" foi lançado em 1965, e teve uma refilmagem em 2005. Narra a história de um grupo de tripulantes e passageiros de uma aeronave Fairchild C-82 Packet (C-119, na refilmagem), que cai no deserto e não tem outra opção senão construir outro avião a partir dos destroços do primeiro. O interessante é que os produtores do primeiro filme fizeram exatamente isso: construíram um avião a partir de partes de outras aeronaves, denominado Tallmantz Phoenix P-1. Essa aeronave foi pilotada pelo famoso aviador Paul Mantz, que infelizmente se acidentou com a aeronave, vindo a falecer. Outra aeronave foi construída para terminar o filme. Difícil é acreditar que um punhado de pessoas conseguissem fazer isso no sol escaldante do deserto e sem ferramentas e instalações adequadas.

Um comentário:

  1. Quero parabenizar a todos pelo esforço que fizeram e continuam fazendo para nos dar essas informações. Nao tenho palavras pra agradecer a todos por esse blog. Parabéns e que DEUS continue iluminando a todos que contribui... queliansam@hotmail.com

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