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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Apelidos de aeronaves - I

Várias aeronaves no mundo já foram brindadas com algum apelido, alguns até carinhosos, mas outros muito cruéis e imerecidos. Eis uma pequena relação de alguns dos mais conhecidos:

Sucatão: apelido conferido a um Boeing 707 (KC-137) da Força Aérea Brasileira, o FAB 2401 (foto abaixo), que além da sua função de avião-tanque também era usado no transporte do Presidente da República. O FAB 2401 levava o Vice-Presidente Marco Maciel em uma viagem à China quando um dos motores pegou fogo. O então Chanceler Luiz Felipe Lampreia, que estava a bordo, apelidou então a velha aeronave, fabricada em 1968, de "Sucatão", e o apelido não só pegou, como foi estendido a todos os demais KC-137 da frota. Os dois Boeing 737-200 presidenciais foram apelidados de "Sucatinhas". Todas as aeronaves ainda prestam bom serviços na FAB.
Doctor's Killer: Nem mesmo uma excelente aeronave como o Beech Bonanza (foto abaixo) escapou de ter um apelido maldoso. Logo que foi lançado no mercado, tornou-se uma das aeronaves favoritas dos médicos americanos, alguns dos quais não tinham tantas habilidades em pilotar quanto em clinicar. Muitos morreram em acidentes, e o avião ganhou o apelido, que significa "matador de médicos".
Traumahawk: O Piper PA-38 Tomahawk é uma aeronave de dois lugares fabricada como treinador básico para escolas de pilotagem. É um avião muito seguro, mas teve alguns problemas na recuperação de parafusos, que acabaram terminando em acidentes graves. Os instrutores e alunos então apelidaram a aeronave de Traumahawk. Um exemplar dessa aeronave foi fabricada pela Embraer, recebendo a designação EMB-715 Guri, que ainda opera como treinador no Aeroclube de São José dos Campos.

Mata-sete: Diversos aviões de sete lugares foram cognominados com esse infame apelido, mas o mais famoso foi o bimotor Beech 18 (foto abaixo). O apelido nasceu na Força Aérea Brasileira, onde esse avião era usado nas mais diversas funções. O índice de acidentes era alto e, embora a maioria desses acidentes fossem causadas por fator humano, o avião acabou levando o apelido. Outra aeronave que também levou esse apelido foi o Embraer 721 Sertanejo.
Brega: Os Boeing 737-200 (foto abaixo), que foram os principais aviões de transporte regular doméstico nas décadas de 1970 e 1980 no Brasil, começaram a ser substituídos por volta de 1986/87, pelos mais avançados 737-300. Naquela época, a Rede Globo apresentava uma novela chamada "Brega e Chique". A população acabou apelidando o novo modelo de "chique", enquanto que os velhos modelos 737-200 viraram os 'bregas", apelido que permanece até hoje.
Jatão: Esse foi o apelido atribuído "oficialmente" aos BAC One Eleven da Sadia (depois Transbrasil), quando esses aviões foram introduzidos na frota da empresa a partir de 1970. O avião era uma aeronave de porte médio, mas era a maior já voada na empresa, e o apelido foi dado pelo presidente da empresa, Omar Fontana. Quando a Transbrasil adquiriu os primeiros Boeing 727, no final da década de 1970, esses aviões foram apelidados de "Trijatões".
Jumbo: O apelido dado ao Boeing 747 (foto abaixo) veio do nome de um enorme elefante africano nascido no Sudão Francês em 1861. Esse elefante tornou-se uma das maiores atrações do Zoológico de Paris, mas foi transferido depois para o Zoológico de Londres, que o vendeu em 1882 para um circo canadense. O nome do elefante acabou virando sinônimo de coisa grande, bem adequado ao Boeing 747 quando esse chegou ao mercado. O elefante morreu atropelado por uma locomotiva em 1885, em um pátio ferroviário em Ontário, Canadá.

Um comentário:

  1. Professor, muito bacana seu blog! Visitei ainda o "Direito e Aviação", e me emocionei de ver fotos de Santos-Dumont, nosso Ícaro, um brasileiro! Sou de Cuiabá/MT e mudei-me para Curitiba. Por favor, visite nextbusiness.com.br, e um forte abraço.

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